Por que usar partições separadas?

 

Ao instalar uma distribuição Linux, uma das principais decisões reside em simplesmente usar uma única partição para o sistema, ou usar partições separadas para os diretórios “/home”, “/boot”, “/var” e “/tmp”. O diretório “/home” é onde ficam, por padrão, armazenados os arquivos dos usuários. Em um desktop, o home é normalmente o que ocupa mais espaço, pois armazena seus arquivos de trabalho, músicas, filmes, downloads e assim por diante. Em um servidor, por outro lado, o diretório “/var” é normalmente o mais importante, pois é nele que são armazenados (por padrão) os sites hospedados, as bases de dados do MySQL e assim por diante, de forma que mantê-lo em uma partição separada garante uma maior flexibilidade ao reinstalar o sistema e ao fazer backups, além de trazer um pequeno ganho em termos de segurança. O diretório “/boot” contém a imagem do Kernel e o initrd, carregados no início do boot. Como estes arquivos não são modificados durante o uso normal do sistema, muitos preferem colocá-lo em uma partição separada, montada em modo somente-leitura, embora isso esteja saindo de moda. Continuando, temos também o diretório “/usr”, que é onde são instalados a maior parte dos aplicativos e das bibliotecas do sistema. Em um sistema Linux típico, todos os executáveis dos programas, são colocados dentro da pasta “/usr/bin”, as bibliotecas e arquivos compartilhados na pasta “/usr/lib”, código fonte de programas na “/usr/src” e documentação em geral na pasta “/usr/doc”. A pasta “/bin” fica reservada apenas a comandos básicos, como o “cd”, “ls”, “cat”, e assim por diante, enquanto a “/lib” fica reservada para os módulos do kernel e as bibliotecas básicas do sistema. Quase 90% do espaço ocupado pelo sistema logo depois da instalação consiste justamente nos arquivos do diretório “/usr”. Temos ainda o diretório “/tmp”, que muitos também preferem manter em uma partição separada. Os principais motivos são o controle mais completo sobre as permissões de acesso (evitando brechas de segurança causadas pela inclusão ou alteração de arquivos temporários) e também uma maior proteção contra a possibilidade de algum programa problemático (ou um usuário descuidado) salvar um grande volume de arquivos no diretório “/tmp” e acabar deixando o servidor sem espaço em disco.

Por Carlos E. Morimoto, retirado do Guia do Hardware.

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